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O movimento do tempo

  • 6 de jun. de 2017
  • 1 min de leitura

Um dia, no mês de Junho, de 1922,

Vim ao mundo.

Era o segundo dos filhos dos meus pais

Depois de mim, vieram seis.

O suor do meu pai e a dedicação da minha mãe

constituíram um segundo berço,

no qual naquele 5 de junho, nascia um novo ser humano.

Ouvia, ao longo da infância , os instrumentos manejados por meu pai e seus empregados.

O suor lhe escorria nos corpos laboriosos

A honestidade, porém, era o fundamento fortalecedor do trabalho.

Nosso lar era de simplicidade, trabalho e convivência humilde, porém, honesta.

De então para cá, dias e noites sucederam-se ao longo de uma caminhada em que infância, adolescência, mocidade e idade adulta constituíram e constituem, há 95 anos, o poema de meu existir.

De joelhos, em mãos postas, agradeço a Deus pelos pais, pela sucessão dos dias e dos anos, a maravilha de ter vivido até hoje.

Tenho na minha frente uma interrogação: até quando?



 
 
 

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